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A verdade sobre a política de Pilão arcado



A política em Pilão Arcado é caracterizada pela dominação de um grupo político que se mantém no poder há mais de 36 anos, com apenas breves interrupções. A única exceção significativa ocorreu quando o então prefeito Wagner Santana foi cassado por compra de votos, permitindo a eleição do opositor Roberto Martins. No entanto, Martins enfrentou dificuldades extremas devido à força da máquina política já estabelecida.

Em 2019, o prefeito Afonso Mangueira também foi afastado por abuso de poder econômico e político. Após novas eleições, Orgeto Bastos, então presidente da câmara, assumiu a prefeitura e foi reeleito em 2020. 

Recentemente, em 2023, surgiram tensões entre o atual gestor e três vereadores que defendem pautas ligadas à educação. Essa dissidência resultou na formação de um novo grupo opositor, liderado por Rogério Luiz, que se uniu à antiga oposição, conhecida como "oposição raiz". Esse novo movimento busca alavancar as vozes das classes menos favorecidas e criticar a gestão atual, que é vista como ineficaz e corrupta.

Um dos principais pontos de insatisfação é o desvio de R$ 74 milhões em precatórios da educação, que deveriam ter sido utilizados para melhorar as condições do ensino e remunerar adequadamente os professores. Ao contrário dos municípios vizinhos que aplicaram esses recursos em salários e benefícios para os educadores, em Pilão Arcado esse dinheiro foi quase totalmente desviado para fins eleitorais e enriquecimento ilícito dos gestores.

Além disso, Orgeto Bastos não cumpriu com os aumentos salariais enviados pelo governo federal em 2022 e tentou extinguir o plano de carreira dos professores, proposta que foi vetada pela câmara municipal. Em resposta a essas ações, o sindicato dos professores ajuizou ações judiciais para garantir os aumentos não pagos e obteve decisões favoráveis em todas as instâncias até o STJ. Contudo, mesmo com as determinações judiciais favoráveis, o prefeito não cumpriu as ordens para pagamento.

Essa situação gera um clima de desconfiança em relação às instituições locais. O MP e o judiciário não têm tomado medidas efetivas para assegurar a execução das decisões judiciais, levando a população a questionar a imparcialidade dessas instituições. Diante desse cenário, os professores estão considerando apelar ao CNJ para que intervenham e garantam a aplicação das leis.

A mobilização da sociedade civil e dos educadores é crucial neste momento. A luta por uma gestão mais ética e transparente é fundamental para transformar a realidade em Pilão Arcado e garantir que os direitos da população sejam respeitados. A união entre diferentes grupos sociais pode representar uma esperança real de mudança frente ao sistema político enraizado.


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